A psicologia se utiliza de várias abordagens para
conhecer o ser humano, uma delas é a Gestalt que pode ser entendida como configuração,
estrutura, forma ou padrão, porém é mais conhecida como a psicologia da forma. Sua frase mais conhecida é: não
se pode ter conhecimento do "todo" por meio de suas partes, pois o
todo é maior que a soma de suas partes.
Iniciou por volta da primeira década do Séc. XX na
Alemanha, contrapondo-se ao estruturalismo e behaviorismo. Os primeiros conceitos
foram escritos por Max Wertheimer (1880-1943) e posteriormente ampliados por
Kurt Koffka (1886-1941) e Wolfgang Köhler (1887-1967).
Os estudos iniciaram com a percepção visual do movimento.
Wertheimer concluiu que “a percepção era um fenômeno total, unificado e que não
poderia ser considerado a soma de elementos ou sensações isoladas” (Freire,
1997, p.116). Também foram estudadas a aprendizagem, a memória e as reações motoras,
etc. Em todos os estudos feitos, chegou-se a mesma conclusão: a de totalidade. Em
nosso dia a dia podemos ter exemplos da percepção do todo como na melodia que
escutamos.
A Gestalt também interessou-se pela figura-fundo, onde quem é a figura,
ou que é o fundo dependerá da atenção dada pelo indivíduo, do que é mais
importante para ele. Os estudos da figura-fundo foram importantes na abordagem psicanalítica e
na educação, onde mostravam “a constante variação da percepção no homem, e o
enfoque que cada um dá aos faltos revela o seu posicionamento face à existência
e a à realidade, pelo menos naquele momento” (Freire, 1997, p. 118).
A Gestalt recebeu influências das ideias filosóficas de Kant. Um de seus
seguidores foi Kurt Kewin (1890-1947), que criou a teoria de campo, que estudava
as influências psicológicas em função da personalidade, do comportamento individual
a partir do grupo, contribuindo muito com a psicologia social entre outras
áreas. Esta teoria se faz presente hoje em diversas áreas como na educação e na
psicoterapia.
Freire, I. R. (1997). Raízes da
Psicologia. (pp 115-121) Petropolis: Vozes.

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