quinta-feira, 15 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Os sonhos: conteúdo manifesto e conteúdo latente.
A vida psíquica dá sentido e coloração afetivo-sexual a todos os
objetos e a todas as pessoas que nos rodeiam e entre os quais vivemos.
As coisas e os outros são investidos por nosso inconsciente com cargas
afetivas de libido. Assim, sem que saibamos por que, desejamos e amamos
certas coisas e pessoas e odiamos e tememos outras.
Por
esse motivo que certas coisas, certos sons, certas cores, certos
animais, certas situações nos enchem de pavor, enquanto outras nos
trazem bem-estar, sem que saibamos o motivo. A origem das simpatias e
antipatias, amores e ódios, medos e prazeres desde a nossa mais tenra
infância, em geral nos primeiros meses e anos de nossa vida, quando se
formaram as relações afetivas fundamentais e o complexo de Édipo.
Dimensão
imaginária de nossa vida psíquica - substituições, sonhos, lapsos, atos
falhos, prazer e desprazer, medo ou bem-estar com objetos e pessoas -
indica que os recursos inconscientes surgem na consciência em dois
níveis: o nível do conteúdo manifesto (escada, mar e incêndio, no sonho;
a palavra esquecida e a pronunciada, no lapso; o pé torcido ou objeto
partido, no ato falho) e o nível do conteúdo latente, que é o conteúdo
inconsciente verdadeiro e oculto (os desejos sexuais). Nossa vida normal
se passa no plano de conteúdos manifestos e, portanto, no imaginário.
Somente uma análise psíquica e psicológica desses conteúdos, por meio de
técnicas especiais (trazidas pela psicanálise), nos permite decifrar o
conteúdo latente que se dissimula sob o conteúdo manifesto.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Conhecendo um pouco sobre a Terapia Cognitiva
A terapia cognitiva, também conhecida como terapia cognitiva comportamental* (Cognitive-Behavior Therapy, CBT) é um tipo específico de psicoterapia que enfatiza a importância dos processos cognitivos na compreensão e no tratamento de diversos transtornos mentais. A terapia cognitiva é estruturada para ter uma duração curta e se baseia na teoria cognitiva, uma teoria composta por 10 axiomas formais que embasam teoricamente diversos modelos e aplicações na prática clínica. Alguns autores defendem que esta abordagem oferece um arcabouço conceitual sobre o qual diversas abordagens psicoterapêuticas poderiam ser integradas.
A teoria cognitiva pode ser entendida como uma “teoria das teorias” que as pessoas possuem sobre a sua realidade, ou seja, uma teoria sobre as influências que as construções particulares de significado da realidade têm no comportamento mal-adaptativo de pessoas que apresentam algum transtorno.
Desenvolvida por Aaron Beck no final dos anos 1950, esta especialidade se tornou de lá para cá uma das psicoterapias mais investigadas empiricamente e com mais evidências científicas de eficácia. Muitas evidências indicam a sua eficácia para diversos quadros como transtorno depressivo maior, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico, fobias, abuso de substâncias, transtornos alimentares, problemas de casais, transtorno obsessivo-compulsivo, dor crônica, transtorno de personalidade, transtornos do sono e outros quadros.
Conheça mais em: http://scienceblogs.com.br/socialmente/2012/04/o-que-e-a-terapia-cognitiva/
sábado, 10 de novembro de 2012
Psicanálise
Freud, diz que o tratamento psíquico
atinge a Alma(psyche) e também o físico. Atuam primeiro sobre o
psíquico do ser humano atingindo também o somático.
Em “ O tratamento psíquico”
Freud(1905) revela : a palavra é a principal ferramenta do
tratamento anímico.
Para o leigo pode parecer uma espécie de
bruxaria, porém Freud considera que a nossa fala cotidiana não
passa de uma magia atenuada.
A magia da palavra está no fato de ser o
mediador mais influente na relação de um homem com outro. As
palavras geram modificações anímicas no outro.
Em “Psicoterapia e Psicanálise” Jaques
– Alain Miller (1997) aponta 2 condições presentes nas
psicoterapias:
1 A maioria das terapias são terapias pela
linguagem ou da linguagem.
2 Adminite-se a existência de uma
realidade psíquica.
Existem práticas psicoterapêuticas que
dispensa a ferramenta de palavra e partem do corpo para intervirem na
psique( Terapia Reichiena, Bioenergética, etc).
Denfinimos psicoterapia quando temos a
presença de um outro que diz ao sujeito o que deve ser feito, a quem
o sujeito obedece e da qual espera aprovação( Miller, 1997).
Pode-se dizer que a psicoterapia está no
campo da alteridade subjetiva, ou seja na relação psíquica que se
estabelece entre aquele que apresenta um mal estar e o outro detentor
de um saber que venha a modificar o seu sofrimento.
São distintas a intervenções
psicoterapêuticas das intervenções cirúgicas, quimícas ou
elétricas no cérebro.
No campo das psicoterapias são diversas
técnicas que possuem diferenças quanto a seus pressupostos
epistemológicos e práticas, mas que são semelhantes no que tange
ao uso da palavra.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
DIFERENÇAS ENTRE OS TIPOS DE ABORDAGENS PSICOLÓGICAS
A psicanálise tem como principal característica trazer ao consciente os conflitos internos de modo que se possa lidar com eles conscientemente, minimizando as atitudes autodestrutivas e o sofrimento do indivíduo, possibilitando ao ego estabelecer novos níveis de satisfação em todas suas áreas de funcionamento.
Na sessão psicanalítica, na maioria das vezes, o paciente permanece na sessão deitado no divã, de costas para o analista. Esta conduta facilita a Ação Transferencial do paciente em relação ao terapeuta, sendo um elemento crucial no processo de análise, pois demonstra que o paciente continua a vivenciar no presente os fatos importantes de seu passado que não são conscientemente acessíveis (DAVIDOFF, 2001; GREENSON; 1981).
CORDIOLI (1998) relatou que é necessária, por parte do paciente, uma boa dose de engajamento para se efetuar as mudanças em sua vida, assim como disposição para envolver-se em um tratamento de longa duração e que representa algum dispêndio de dinheiro e tempo. A Psicanálise, utiliza-se de sessões semanais em horários estabelecidos previamente, o número de sessões pode variar de três à cinco e o tratamento pode durar muitos anos.
GREENSON (1981) descreveu que a terapia psicanalítica é uma terapia causal e que tem como objetivo desfazer as causas da neurose apresentando algumas técnicas utilizadas por psicanalistas de base Freudiana: 1) a Escuta que deve ser feita com a máxima atenção e objetivando a obtenção de dados que serão usados na interpretação; 2) a Associação Livre, que consiste em relatos de sonhos e/ou fatos cotidianos verbalizados pelo paciente aleatoriamente e analisados pelo psicólogo, e; 3) a Interpretação, tornar consciente um significado, causa, fonte ou história de um determinado fato inconsciente, indo além daquilo que é observável.
WITTIG (1981) descreveu que a análise dos sonhos é uma maneira de gerar idéias e explorar os desejos do cliente, através de suas representações simbólicas .
As sessões de Psicoterapia Analítica seguem os mesmos princípios da Psicanálise e são em geral semanais, sendo que o número de sessões variam de uma à três e o tratamento pode durar meses ou anos. O paciente fica sentado em frente ao analista e sua motivação e capacidade de estabelecer aliança terapêutica são fatores de extrema importância, além de, preferencialmente, possuir alguma inteligência e tolerância a ansiedade sendo orientado a falar livremente sobre seus sonhos, imagens, sentimentos e fantasias, sem pré julgamentos sobre a importância ou significados, utilizado-se uma quantidade menor de Associações Livres em relação à psicanálise, utilizando-se de palavras-chave, possibilitando a intervenção em áreas circunscritas ou problemas delimitados, não havendo desta forma o mesmo nível de transferência entre paciente e analista e a regressão é bem menos intensa (MACHADO e VASCONCELOS, 1998; GOLDSTEIN, 1988 apud CORDIOLI, 1998; CORDIOLI, 1998). FADIMAM e FRAGER (1976) relataram que a terapia Analítica é composta de dois Estágios, cada um com duas partes: o primeiro chamado de analítico, que consiste em estimular o paciente à uma confissão remetendo-o a uma retomada do material inconsciente gerando uma dependência deste com o analista. O segundo estágio é chamado sintético e contém duas partes: a educação e a transformação. O paciente passa por um processo de “mini-individuação”, auto educando-se e assumindo a responsabilidade por seu próprio desenvolvimento.
Já a Abordagem Centrada no Cliente tem como objetivo ajudar o cliente a crescer nas próprias direções autodeterminadas, desenvolver auto-respeito e seus potenciais, sendo que, o terapeuta detém uma postura de alguém que está preparado para, junto com o cliente e a partir daquilo que ele traz, propor alternativas de ajuda, informação, orientação, encaminhamento e aconselhamento, sem preocupar-se em enquadrar os clientes em categorias, mas antes, facilitar seu processo de desenvolvimento humano (SHIMIDT,1987; DAVIDOFF, 2001).
ROGERS (1987) considerou a psicoterapia um método importante de tratamento de um grande número de problemas de adaptação que tornam o indivíduo menos útil e menos eficiente como elemento do seu grupo social.
Segundo SANTOS (1982) a não-diretividade da Abordagem Centrada no Cliente é um fator marcante assim como o fato do psicoterapeuta não dar conselhos, não interpretar e não dar informações ou apoio. Ele reflete e vivência ao máximo os sentimentos do cliente.
ROGERS e KINGET (1977) propuseram alguns atributos aos psicoterapeutas da Abordagem Centrada no Cliente: a capacidade empática, a autenticidade e a consideração positiva e incondicional do homem além de um grau elevado de maturidade emocional e compreensão de si e, as condições do processo terapêutico por parte do psicoterapeuta devem ser:
· O psicoterapeuta deve estar em um Acordo Interno, ou seja, ter uma postura de congruência e transparência, durante a sessão;
· O psicoterapeuta deve experimentar uma compreensão empática do ponto de vista interno do cliente, assim como um sentimento de aceitação positiva incondicional a respeito do indivíduo;
FADIMAM e FRAGER (1976) destacaram a escuta, pois, através da fala e da forma como o cliente verbaliza ao psicoterapeuta que tem acesso ao mundo interno do cliente.
ROGERS (1987) destacou que, para que o cliente obtenha sucesso na terapia, são necessários alguns critérios:
· capacidade de enfrentar a vida, assim como o de exercer um certo controle sobre elementos da situação;
· capacidade de exprimir as ansiedades de forma verbal ou por qualquer outro meio; independência do controle familiar; não ter uma instabilidade muito excessiva principalmente de natureza orgânica; idade e nível intelectual compatíveis.
DAVIDOFF (2001) relatou que o objetivo principal da Gestalt-terapia é recuperar as capacidades inatas do indivíduo de crescimento. Sendo que o Gestalt-terapeuta encoraja o cliente a fazer uso de seus recursos interiores, obtendo controle e tornando-se assim, mais ativo e responsável por suas próprias ações através de exercícios de expressão e auto-conhecimento.
GINGER e GINGER (1995) relataram que a Gestalt-terapia se destina a pessoas que sofrem de distúrbios psicossomáticos, problemas existenciais, ou para qualquer pessoa ou organização que esteja “procurando desabrochar seu potencial latente, não só um melhor-ser, mas um mais-ser, uma qualidade de vida melhor” (p. 15), apresentando-se não como uma psicoterapia, mas como uma “arte de viver”, uma forma particular de conceber as relações do ser vivo com o mundo (p.17).
BEISSER (1980) descreveu o Gestalt-terapeuta como alguém que rejeita o papel de transformador encorajando o cliente a ser o que ele realmente é.
PERLS (1980) relatou alguns procedimentos à serem adotados na sessão:
1. permanecer no Agora e ficar atento se alguém sair deste contexto tanto no sentido manifesto como no fantasioso;
2. não usar a palavra it (3ª pessoa neutra);
3. usar e encorajar a utilização de verbos no lugar de substantivos;
4. não falar de alguém que não esteja presente;
5. não forçar uma confissão e;
6. proporcionar apoio para que a pessoa encontre auxilio em si mesma.
7. Com relação aos sonhos, a Gestalt-terapia evita quaisquer tipos de interpretações, permitindo que o próprio paciente atribua significados as imagens pertencentes ao sonho reexperimentado-as no tempo presente, sejam elas humanas, animais ou vegetais (ENRIGHT, 1980).
LEVITSKY e PERLS (1980) ressaltaram algumas premissas para a Gestalt-terapia, entre elas, destacam-se o princípio do Eu e Tu; a Linguagem Neutra e Linguagem do Eu e; o Uso contínuo de Conscientização. Destacaram também as seguintes técnicas utilizadas em terapia: Jogos de Diálogo; Fazer Ronda; Negócio Inacabado; Eu tomo a Responsabilidade; Eu tenho um Segredo; Inversões; Ritmo de Contato e Retraimento; Ensaio; Exageração e; Posso Fornecer-lhe Uma Frase?.
A Terapia Comportamental é muitas vezes confundida com a aplicação clínica dos princípios elaborados por Skinner, porém ela foi definida como “a aplicação do conjunto dos conhecimentos psicológicos adquiridos segundo os princípios da metodologia científica, à compreensão e solução de problemas clínicos” e o analista do comportamento que se utiliza dela, baseia-se em um corpo de conhecimentos já verificados empiricamente (NETO e ANDRADE, 1998 p. 199).
Segundo FADIMAM E FRAGER (1976), o analista do comportamento tem como objetivo, fazer com que o paciente torne-se capaz de responder a diversas situações do modo como ele gostaria, sem ter que modificar o conteúdo sentimental de sua personalidade, obter compreensão explícita da problemática trazida pelo paciente, em termos de comportamento, assim como, a definição das metas e o alcance destas através de ensino, treino e recompensa de comportamentos que irão competir com e eliminar os comportamentos não desejáveis do cliente. O cliente permanece na sessão de forma livre, podendo expressar de forma espontânea seus comportamentos anteriormente não expressos.
Os analistas do comportamento focalizam os sintomas e os fatores ambientais que não contribuem para a resolução do problema. Averiguam a história de vida e ajudam os pacientes na correção de comportamentos indesejáveis. Os objetivos variam de acordo com o cliente e são definidos em conjunto, sendo estabelecidos os alvos de mudança, sejam eles comportamentos, situações, sentimentos ou pensamentos. O primeiro passo é a obtenção de dados através da chamada Análise Comportamental, cujo o objetivo é conhecer a vida e as queixas do paciente buscando as causas do comportamento no ambiente externo, caracterizando-se como essencial para a intervenção clínica comportamental efetiva, especificando-a em três fatores: a) a ocasião em que a resposta ocorre; b) a resposta propriamente dita e; c) as consequências que a reforçam. Após estes passos, define-se quais foram os problemas detectados e os objetivos do tratamento, sendo formulados de forma clara. Existem tarefas, que são realizadas com o psicólogo ou no ambiente natural do paciente, havendo, em casos específicos, a supervisão de um acompanhante que pode ser o psicoterapeuta ou uma pessoa habilitada (DAVIDOFF, 2001; MEYER e SILVARES, 2000; NETO e ANDRADE, 1998).
DAVIDOFF (2001) destacou algumas técnicas utilizadas na Terapia Comportamental: a Dessensibilização Sistemática, o Treino Assertivo, o Role-playing e; o Relaxamento.
CORDIOLI (1998) esclareceu a necessidade da motivação na adesão ao tratamento, para que haja uma boa aliança de trabalho e realização de tarefas que devem ser executadas pelo cliente como parte do processo.
Os Terapeutas Comportamentais estão dando uma importância cada vez maior aos mecanismos cognitivos e sua relação com as emoções e o comportamento, preocupando-se em desenvolver procedimentos para tratar os pensamentos disfuncionais caracterizados por distorções cognitivas, pensamentos automáticos e crenças disfuncionais adjacentes. Daí o termo “Terapia Cognitivo-comportamental” utilizado no lugar de “Terapia Comportamental” mostrando esta tendência (AGRAS 1995 apud CORDIOLI 1998, p. 27).
BECK e cols. (1982) descreveram que uma diversidade de técnicas cognitivas e comportamentais são empregadas na T. C. C., objetivando testar, no âmbito da realidade, as falsas concepções do paciente acerca do mundo e suas suposições inadaptativas. O paciente recebe inicialmente uma explicação sobre a base lógica da T. C. C. e, em seguida, aprende a reconhecer, controlar e anotar seus pensamentos disfuncionais ou situações perturbadoras no Registro Diário de Pensamentos Disfuncionais (R.D.P.D.). O terapeuta ajuda o paciente a pensar e agir de forma mais realista e adaptada no tocante à problemática psicológica, obtendo assim, uma redução dos sintomas.
Segundo KANFER e GRIMM (1980 apud RANGÉ, 1998) e KANFER e SCHEFFT (1988 apud RANGÉ, 1998), o processo terapêutico na T. C. C. tem sete fases com metas definidas e específicas:
1) Obtenção de Informações, Definição de Papéis e Desenvolvimento de Confiança – com o objetivo de estabelecer confiança e obter informações;
2) Gerar Expectativas e Compromisso com a Mudança – desenvolver a confiança do paciente em suas próprias capacidades, fortalecendo suas expectativas de auto-eficácia;
3) Análise Comportamental – onde são levantadas hipóteses sobre as condições que operam no controle de todos os aspectos da vida do paciente;
4) Programa de Tratamento – constitui-se um modelo provisório dos problemas do paciente, objetivando a explicação do porquê do desenvolvimento das dificuldades;
5) Condução do Tratamento – declínio das expressões empáticas e aumento de orientações;
6) Monitoração e Avaliação do Progresso – é oferecido ao paciente apoio e reforços positivos das mudanças efetivando a Confrontação;
7) Generalização dos Resultados – o controle do psicoterapêuta é reduzido até que o contato entre ele e o paciente torne-se supérfluo, com menos orientações e mais apoio. O paciente sente-se seguro para enfrentar as dificuldades e a psicoterapia se encerra;
RANGÉ e SOUZA (1998) descreveram algumas técnicas cognitivas que podem ser usadas tanto para a identificação e modificação dos pensamentos automáticos, como as crenças centrais ou intermediárias:
· Questionamento Socrático é o questionamento das evidências que sustentam ou não a lógica do pensamento;
· Continuum Cognitivo que implica em uma avaliação realizada pelo paciente sobre seus desempenhos comparados com o de outros indivíduos;
· Descatastrofização – é a avaliação de uma conseqüência temida pelo indivíduo;
· Identificação de Distorções Cognitivas consiste em possibilitar ao paciente o reconhecimento das distorções que mantém suas crenças e evidências contrárias a ela;
· Técnicas de Reatribuição são utilizadas para pacientes que se auto-atribuem de responsabilidades irreais em relação aos resultados negativos, flexibilizando seus julgamentos através da identificação de outros fatores que contribuem para o resultado final;
· Técnica do Gráfico em de Forma de Torta é uma visualização dos pensamentos em gráfico e;
· Técnica da Flecha Descendente, que consiste no questionamento sucessivo sobre o significado de uma determinada cognição, alcançando o objetivo central.
A Terapia Cognitiva tem característica de ser breve, com duração aproximada de dez à vinte sessões, sendo considerada indispensável uma boa relação terapêutica, onde o terapeuta é ativo e o paciente um colaborador, sem contar que um bom psicoterapeuta, deve ser dotado de uma capacidade de responder ao paciente numa atmosfera de relacionamento humano cercado de interesse, aceitação e simpatia, onde o paciente poderá experimentar um sentimento de afabilidade e gratidão, resultando em uma sensação de segurança. Estas qualidades devem ser observadas no terapeuta antes mesmo de ser um bom aplicador de técnicas específicas, abrindo espaço para todo e qualquer sentimento do paciente discutido-o adequadamente durante as sessões (RANGÉ e SOUZA ,1998; BECK e Cols., 1982).
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
ACP - Abordagem Centrada na Pessoa
Carl Rogers ficou famoso por desenvolver um método psicoterapêutico centrado no próprio paciente. O terapeuta tem que desenvolver uma relação de confiança com o paciente para poder fazer com que ele encontre sozinho sua própria cura.
Esse psicólogo marcou não só a Psicologia Clínica, como também, a Psicoterapia, Administração – de empresas e de escolas etc. - o Aconselhamento Psicológico, Aconselhamento Pastoral, a Educação e Pedagogia, a Psicopedagogia, Orientação Educacional, assim como a Literatura, o Cinema e as Artes, de modo explícito ou implícito, consciente ou não conscientemente.
Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Rogers
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