quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Os sonhos: conteúdo manifesto e conteúdo latente.

 A vida psíquica dá sentido e coloração afetivo-sexual a todos os objetos e a todas as pessoas que nos rodeiam e entre os quais vivemos. As coisas e os outros são investidos por nosso inconsciente com cargas afetivas de libido. Assim, sem que saibamos por que, desejamos e amamos certas coisas e pessoas e odiamos e tememos outras.
Por esse motivo que certas coisas, certos sons, certas cores, certos animais, certas situações nos enchem de pavor, enquanto outras nos trazem bem-estar, sem que saibamos o motivo. A origem das simpatias e antipatias, amores e ódios, medos e prazeres desde a nossa mais tenra infância, em geral nos primeiros meses e anos de nossa vida, quando se formaram as relações afetivas fundamentais e o complexo de Édipo.

Dimensão imaginária de nossa vida psíquica - substituições, sonhos, lapsos, atos falhos, prazer e desprazer, medo ou bem-estar com objetos e pessoas - indica que os recursos inconscientes surgem na consciência em dois níveis: o nível do conteúdo manifesto (escada, mar e incêndio, no sonho; a palavra esquecida e a pronunciada, no lapso; o pé torcido ou objeto partido, no ato falho) e o nível do conteúdo latente, que é o conteúdo inconsciente verdadeiro e oculto (os desejos sexuais). Nossa vida normal se passa no plano de conteúdos manifestos e, portanto, no imaginário. Somente uma análise psíquica e psicológica desses conteúdos, por meio de técnicas especiais (trazidas pela psicanálise), nos permite decifrar o conteúdo latente que se dissimula sob o conteúdo manifesto.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Conhecendo um pouco sobre a Terapia Cognitiva


A terapia cognitiva, também conhecida como terapia cognitiva comportamental* (Cognitive-Behavior Therapy, CBT) é um tipo específico de psicoterapia que enfatiza a importância dos processos cognitivos na compreensão e no tratamento de diversos transtornos mentais. A terapia cognitiva é estruturada para ter uma duração curta e se baseia na teoria cognitiva, uma teoria composta por 10 axiomas formais que embasam teoricamente diversos modelos e aplicações na prática clínica. Alguns autores defendem que esta abordagem oferece um arcabouço conceitual sobre o qual diversas abordagens psicoterapêuticas poderiam ser integradas.
A teoria cognitiva pode ser entendida como uma “teoria das teorias” que as pessoas possuem sobre a sua realidade, ou seja, uma teoria sobre as influências que as construções particulares de significado da realidade têm no comportamento mal-adaptativo de pessoas que apresentam algum transtorno.
Desenvolvida por Aaron Beck no final dos anos 1950, esta especialidade se tornou de lá para cá uma das psicoterapias mais investigadas empiricamente e com mais evidências científicas de eficácia.  Muitas evidências indicam a sua eficácia para diversos quadros como transtorno depressivo maior, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico, fobias, abuso de substâncias, transtornos alimentares, problemas de casais, transtorno obsessivo-compulsivo, dor crônica, transtorno de personalidade, transtornos do sono e outros quadros.
Conheça mais em: http://scienceblogs.com.br/socialmente/2012/04/o-que-e-a-terapia-cognitiva/

sábado, 10 de novembro de 2012

Psicanálise

Freud, diz que o tratamento psíquico atinge a Alma(psyche) e também o físico. Atuam primeiro sobre o psíquico do ser humano atingindo também o somático.
Em “ O tratamento psíquico” Freud(1905) revela : a palavra é a principal ferramenta do tratamento anímico.

Para o leigo pode parecer uma espécie de bruxaria, porém Freud considera que a nossa fala cotidiana não passa de uma magia atenuada.

A magia da palavra está no fato de ser o mediador mais influente na relação de um homem com outro. As palavras geram modificações anímicas no outro.

Em “Psicoterapia e Psicanálise” Jaques – Alain Miller (1997) aponta 2 condições presentes nas psicoterapias:

1 A maioria das terapias são terapias pela linguagem ou da linguagem.
2 Adminite-se a existência de uma realidade psíquica.

Existem práticas psicoterapêuticas que dispensa a ferramenta de palavra e partem do corpo para intervirem na psique( Terapia Reichiena, Bioenergética, etc).

Denfinimos psicoterapia quando temos a presença de um outro que diz ao sujeito o que deve ser feito, a quem o sujeito obedece e da qual espera aprovação( Miller, 1997).

Pode-se dizer que a psicoterapia está no campo da alteridade subjetiva, ou seja na relação psíquica que se estabelece entre aquele que apresenta um mal estar e o outro detentor de um saber que venha a modificar o seu sofrimento.

São distintas a intervenções psicoterapêuticas das intervenções cirúgicas, quimícas ou elétricas no cérebro.

No campo das psicoterapias são diversas técnicas que possuem diferenças quanto a seus pressupostos epistemológicos e práticas, mas que são semelhantes no que tange ao uso da palavra.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

DIFERENÇAS ENTRE OS TIPOS DE ABORDAGENS PSICOLÓGICAS

 


A psicanálise tem como principal característica trazer ao consciente os conflitos internos de modo que se possa lidar com eles conscientemente, minimizando as atitudes autodestrutivas e o sofrimento do indivíduo, possibilitando ao ego estabelecer novos níveis de satisfação em todas suas áreas de funcionamento.
Na sessão psicanalítica, na maioria das vezes, o paciente permanece na sessão deitado no divã, de costas para o analista. Esta conduta facilita a Ação Transferencial do paciente em relação ao terapeuta, sendo um elemento crucial no processo de análise, pois demonstra que o paciente continua a vivenciar no presente os fatos importantes de seu passado que não são conscientemente acessíveis (DAVIDOFF, 2001; GREENSON; 1981).
CORDIOLI (1998) relatou que é necessária, por parte do paciente, uma boa dose de engajamento para se efetuar as mudanças em sua vida, assim como disposição para envolver-se em um tratamento de longa duração e que representa algum dispêndio de dinheiro e tempo. A Psicanálise, utiliza-se de sessões semanais em horários estabelecidos previamente, o número de sessões pode variar de três à cinco e o tratamento pode durar muitos anos.
GREENSON (1981) descreveu que a terapia psicanalítica é uma terapia causal e que tem como objetivo desfazer as causas da neurose apresentando algumas técnicas utilizadas por psicanalistas de base Freudiana: 1) a Escuta que deve ser feita com a máxima atenção e objetivando a obtenção de dados que serão usados na interpretação; 2) a Associação Livre, que consiste em relatos de sonhos e/ou fatos cotidianos verbalizados pelo paciente aleatoriamente e analisados pelo psicólogo, e; 3) a Interpretação, tornar consciente um significado, causa, fonte ou história de um determinado fato inconsciente, indo além daquilo que é observável.
WITTIG (1981) descreveu que a análise dos sonhos é uma maneira de gerar idéias e explorar os desejos do cliente, através de suas representações simbólicas .
 
As sessões de Psicoterapia Analítica seguem os mesmos princípios da Psicanálise e são em geral semanais, sendo que o número de sessões variam de uma à três e o tratamento pode durar meses ou anos. O paciente fica sentado em frente ao analista e sua motivação e capacidade de estabelecer aliança terapêutica são fatores de extrema importância, além de, preferencialmente, possuir alguma inteligência e tolerância a ansiedade sendo orientado a falar livremente sobre seus sonhos, imagens, sentimentos e fantasias, sem pré julgamentos sobre a importância ou significados, utilizado-se uma quantidade menor de Associações Livres em relação à psicanálise, utilizando-se de palavras-chave, possibilitando a intervenção em áreas circunscritas ou problemas delimitados, não havendo desta forma o mesmo nível de transferência entre paciente e analista e a regressão é bem menos intensa (MACHADO e VASCONCELOS, 1998; GOLDSTEIN, 1988 apud CORDIOLI, 1998; CORDIOLI, 1998). FADIMAM e FRAGER (1976) relataram que a terapia Analítica é composta de dois Estágios, cada um com duas partes: o primeiro chamado de analítico, que consiste em estimular o paciente à uma confissão remetendo-o a uma retomada do material inconsciente gerando uma dependência deste com o analista. O segundo estágio é chamado sintético e contém duas partes: a educação e a transformação. O paciente passa por um processo de “mini-individuação”, auto educando-se e assumindo a responsabilidade por seu próprio desenvolvimento.
 
Já a Abordagem Centrada no Cliente tem como objetivo ajudar o cliente a crescer nas próprias direções autodeterminadas, desenvolver auto-respeito e seus potenciais, sendo que, o terapeuta detém uma postura de alguém que está preparado para, junto com o cliente e a partir daquilo que ele traz, propor alternativas de ajuda, informação, orientação, encaminhamento e aconselhamento, sem preocupar-se em enquadrar os clientes em categorias, mas antes, facilitar seu processo de desenvolvimento humano (SHIMIDT,1987; DAVIDOFF, 2001).
ROGERS (1987) considerou a psicoterapia um método importante de tratamento de um grande número de problemas de adaptação que tornam o indivíduo menos útil e menos eficiente como elemento do seu grupo social.
Segundo SANTOS (1982) a não-diretividade da Abordagem Centrada no Cliente é um fator marcante assim como o fato do psicoterapeuta não dar conselhos, não interpretar e não dar informações ou apoio. Ele reflete e vivência ao máximo os sentimentos do cliente.
ROGERS e KINGET (1977) propuseram alguns atributos aos psicoterapeutas da Abordagem Centrada no Cliente: a capacidade empática, a autenticidade e a consideração positiva e incondicional do homem além de um grau elevado de maturidade emocional e compreensão de si e, as condições do processo terapêutico por parte do psicoterapeuta devem ser:
· O psicoterapeuta deve estar em um Acordo Interno, ou seja, ter uma postura de congruência e transparência, durante a sessão;
· O psicoterapeuta deve experimentar uma compreensão empática do ponto de vista interno do cliente, assim como um sentimento de aceitação positiva incondicional a respeito do indivíduo;
FADIMAM e FRAGER (1976) destacaram a escuta, pois, através da fala e da forma como o cliente verbaliza ao psicoterapeuta que tem acesso ao mundo interno do cliente.
ROGERS (1987) destacou que, para que o cliente obtenha sucesso na terapia, são necessários alguns critérios:
· capacidade de enfrentar a vida, assim como o de exercer um certo controle sobre elementos da situação;
· capacidade de exprimir as ansiedades de forma verbal ou por qualquer outro meio; independência do controle familiar; não ter uma instabilidade muito excessiva principalmente de natureza orgânica; idade e nível intelectual compatíveis.
DAVIDOFF (2001) relatou que o objetivo principal da Gestalt-terapia é recuperar as capacidades inatas do indivíduo de crescimento. Sendo que o Gestalt-terapeuta encoraja o cliente a fazer uso de seus recursos interiores, obtendo controle e tornando-se assim, mais ativo e responsável por suas próprias ações através de exercícios de expressão e auto-conhecimento.
GINGER e GINGER (1995) relataram que a Gestalt-terapia se destina a pessoas que sofrem de distúrbios psicossomáticos, problemas existenciais, ou para qualquer pessoa ou organização que esteja “procurando desabrochar seu potencial latente, não só um melhor-ser, mas um mais-ser, uma qualidade de vida melhor” (p. 15), apresentando-se não como uma psicoterapia, mas como uma “arte de viver”, uma forma particular de conceber as relações do ser vivo com o mundo (p.17).
BEISSER (1980) descreveu o Gestalt-terapeuta como alguém que rejeita o papel de transformador encorajando o cliente a ser o que ele realmente é.
PERLS (1980) relatou alguns procedimentos à serem adotados na sessão:
1. permanecer no Agora e ficar atento se alguém sair deste contexto tanto no sentido manifesto como no fantasioso;
2. não usar a palavra it (3ª pessoa neutra);
3. usar e encorajar a utilização de verbos no lugar de substantivos;
4. não falar de alguém que não esteja presente;
5. não forçar uma confissão e;
6. proporcionar apoio para que a pessoa encontre auxilio em si mesma.
7. Com relação aos sonhos, a Gestalt-terapia evita quaisquer tipos de interpretações, permitindo que o próprio paciente atribua significados as imagens pertencentes ao sonho reexperimentado-as no tempo presente, sejam elas humanas, animais ou vegetais (ENRIGHT, 1980).
 
LEVITSKY e PERLS (1980) ressaltaram algumas premissas para a Gestalt-terapia, entre elas, destacam-se o princípio do Eu e Tu; a Linguagem Neutra e Linguagem do Eu e; o Uso contínuo de Conscientização. Destacaram também as seguintes técnicas utilizadas em terapia: Jogos de Diálogo; Fazer Ronda; Negócio Inacabado; Eu tomo a Responsabilidade; Eu tenho um Segredo; Inversões; Ritmo de Contato e Retraimento; Ensaio; Exageração e; Posso Fornecer-lhe Uma Frase?.
A Terapia Comportamental é muitas vezes confundida com a aplicação clínica dos princípios elaborados por Skinner, porém ela foi definida como “a aplicação do conjunto dos conhecimentos psicológicos adquiridos segundo os princípios da metodologia científica, à compreensão e solução de problemas clínicos” e o analista do comportamento que se utiliza dela, baseia-se em um corpo de conhecimentos já verificados empiricamente (NETO e ANDRADE, 1998 p. 199).
Segundo FADIMAM E FRAGER (1976), o analista do comportamento tem como objetivo, fazer com que o paciente torne-se capaz de responder a diversas situações do modo como ele gostaria, sem ter que modificar o conteúdo sentimental de sua personalidade, obter compreensão explícita da problemática trazida pelo paciente, em termos de comportamento, assim como, a definição das metas e o alcance destas através de ensino, treino e recompensa de comportamentos que irão competir com e eliminar os comportamentos não desejáveis do cliente. O cliente permanece na sessão de forma livre, podendo expressar de forma espontânea seus comportamentos anteriormente não expressos.
 
Os analistas do comportamento focalizam os sintomas e os fatores ambientais que não contribuem para a resolução do problema. Averiguam a história de vida e ajudam os pacientes na correção de comportamentos indesejáveis. Os objetivos variam de acordo com o cliente e são definidos em conjunto, sendo estabelecidos os alvos de mudança, sejam eles comportamentos, situações, sentimentos ou pensamentos. O primeiro passo é a obtenção de dados através da chamada Análise Comportamental, cujo o objetivo é conhecer a vida e as queixas do paciente buscando as causas do comportamento no ambiente externo, caracterizando-se como essencial para a intervenção clínica comportamental efetiva, especificando-a em três fatores: a) a ocasião em que a resposta ocorre; b) a resposta propriamente dita e; c) as consequências que a reforçam. Após estes passos, define-se quais foram os problemas detectados e os objetivos do tratamento, sendo formulados de forma clara. Existem tarefas, que são realizadas com o psicólogo ou no ambiente natural do paciente, havendo, em casos específicos, a supervisão de um acompanhante que pode ser o psicoterapeuta ou uma pessoa habilitada (DAVIDOFF, 2001; MEYER e SILVARES, 2000; NETO e ANDRADE, 1998).
DAVIDOFF (2001) destacou algumas técnicas utilizadas na Terapia Comportamental: a Dessensibilização Sistemática, o Treino Assertivo, o Role-playing e; o Relaxamento.
CORDIOLI (1998) esclareceu a necessidade da motivação na adesão ao tratamento, para que haja uma boa aliança de trabalho e realização de tarefas que devem ser executadas pelo cliente como parte do processo.
 
Os Terapeutas Comportamentais estão dando uma importância cada vez maior aos mecanismos cognitivos e sua relação com as emoções e o comportamento, preocupando-se em desenvolver procedimentos para tratar os pensamentos disfuncionais caracterizados por distorções cognitivas, pensamentos automáticos e crenças disfuncionais adjacentes. Daí o termo “Terapia Cognitivo-comportamental” utilizado no lugar de “Terapia Comportamental” mostrando esta tendência (AGRAS 1995 apud CORDIOLI 1998, p. 27).
BECK e cols. (1982) descreveram que uma diversidade de técnicas cognitivas e comportamentais são empregadas na T. C. C., objetivando testar, no âmbito da realidade, as falsas concepções do paciente acerca do mundo e suas suposições inadaptativas. O paciente recebe inicialmente uma explicação sobre a base lógica da T. C. C. e, em seguida, aprende a reconhecer, controlar e anotar seus pensamentos disfuncionais ou situações perturbadoras no Registro Diário de Pensamentos Disfuncionais (R.D.P.D.). O terapeuta ajuda o paciente a pensar e agir de forma mais realista e adaptada no tocante à problemática psicológica, obtendo assim, uma redução dos sintomas.
Segundo KANFER e GRIMM (1980 apud RANGÉ, 1998) e KANFER e SCHEFFT (1988 apud RANGÉ, 1998), o processo terapêutico na T. C. C. tem sete fases com metas definidas e específicas:
1) Obtenção de Informações, Definição de Papéis e Desenvolvimento de Confiança – com o objetivo de estabelecer confiança e obter informações;
2) Gerar Expectativas e Compromisso com a Mudança – desenvolver a confiança do paciente em suas próprias capacidades, fortalecendo suas expectativas de auto-eficácia;
3) Análise Comportamental – onde são levantadas hipóteses sobre as condições que operam no controle de todos os aspectos da vida do paciente;
4) Programa de Tratamento – constitui-se um modelo provisório dos problemas do paciente, objetivando a explicação do porquê do desenvolvimento das dificuldades;
5) Condução do Tratamento – declínio das expressões empáticas e aumento de orientações;
6) Monitoração e Avaliação do Progresso – é oferecido ao paciente apoio e reforços positivos das mudanças efetivando a Confrontação;
7) Generalização dos Resultados – o controle do psicoterapêuta é reduzido até que o contato entre ele e o paciente torne-se supérfluo, com menos orientações e mais apoio. O paciente sente-se seguro para enfrentar as dificuldades e a psicoterapia se encerra;
RANGÉ e SOUZA (1998) descreveram algumas técnicas cognitivas que podem ser usadas tanto para a identificação e modificação dos pensamentos automáticos, como as crenças centrais ou intermediárias:
· Questionamento Socrático é o questionamento das evidências que sustentam ou não a lógica do pensamento;
· Continuum Cognitivo que implica em uma avaliação realizada pelo paciente sobre seus desempenhos comparados com o de outros indivíduos;
· Descatastrofização – é a avaliação de uma conseqüência temida pelo indivíduo;
· Identificação de Distorções Cognitivas consiste em possibilitar ao paciente o reconhecimento das distorções que mantém suas crenças e evidências contrárias a ela;
· Técnicas de Reatribuição são utilizadas para pacientes que se auto-atribuem de responsabilidades irreais em relação aos resultados negativos, flexibilizando seus julgamentos através da identificação de outros fatores que contribuem para o resultado final;
· Técnica do Gráfico em de Forma de Torta é uma visualização dos pensamentos em gráfico e;
· Técnica da Flecha Descendente, que consiste no questionamento sucessivo sobre o significado de uma determinada cognição, alcançando o objetivo central.
 
A Terapia Cognitiva tem característica de ser breve, com duração aproximada de dez à vinte sessões, sendo considerada indispensável uma boa relação terapêutica, onde o terapeuta é ativo e o paciente um colaborador, sem contar que um bom psicoterapeuta, deve ser dotado de uma capacidade de responder ao paciente numa atmosfera de relacionamento humano cercado de interesse, aceitação e simpatia, onde o paciente poderá experimentar um sentimento de afabilidade e gratidão, resultando em uma sensação de segurança. Estas qualidades devem ser observadas no terapeuta antes mesmo de ser um bom aplicador de técnicas específicas, abrindo espaço para todo e qualquer sentimento do paciente discutido-o adequadamente durante as sessões (RANGÉ e SOUZA ,1998; BECK e Cols., 1982).
 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

ACP - Abordagem Centrada na Pessoa


Carl Rogers ficou famoso por desenvolver um método psicoterapêutico centrado no próprio paciente. O terapeuta tem que desenvolver uma relação de confiança com o paciente para poder fazer com que ele encontre sozinho sua própria cura.
Esse psicólogo marcou não só a Psicologia Clínica, como também, a Psicoterapia, Administração – de empresas e de escolas etc. - o Aconselhamento Psicológico, Aconselhamento Pastoral, a Educação e Pedagogia, a Psicopedagogia, Orientação Educacional, assim como a Literatura, o Cinema e as Artes, de modo explícito ou implícito, consciente ou não conscientemente.

domingo, 28 de outubro de 2012

Psicose





Aqui vai um vídeo com humor mais bem  interessante, uma série que conta a vida de uma jovem que se consulta com uma analísta Freudiana, e diz sofrer de psicose. O que seria psicose? Um quadro psicopatólogico clássico, que é reconhecido pela psicologia clínica, psiquiatria e pela psicanálise como um estado psíquico no qual se verifica certa "perda de contato com a realidade". Nos períodos de crises mais intensas podem ocorrer (variando de caso a caso) alucinações ou delírios, desorganização psíquica que inclua pensamento desorganizado e/ou paranóide, acentuada inquietude psicomotora, sensações de angústia intensa e opressão, e insônia severa. Tal é frequentemente acompanhado por uma falta de "crítica" ou de "insight" que se traduz numa incapacidade de reconhecer o carácter estranho ou bizarro do comportamento. Desta forma surgem também, nos momentos de crise, dificuldades de interacção social e em cumprir normalmente as actividades de vida diária.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Os Arquétipos

As tendências herdadas, armazenadas dentro do inconsiente coletivo, são denominadas arquétipos e consistem em determinates inatos da vida mental, que levam o indivíduo a comportar-se de modo semelhante aos ancestrais que passaram por situações similiares.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

ESTILO BIPOLAR


O temperamento e',  em grande parte, herdado geneticamente.

Os bipolares leves gostam de se envolver em várias atividades
ao mesmo tempo.


Dr. Diogo Lara

domingo, 21 de outubro de 2012

Psicologia humanista




"A Psicologia Humanista norte-americana surgiu há cerca de cinqüenta anos,
apresentando-se como uma terceira força capaz de fazer frente ao que julgava ser uma
desumanização determinista da imagem de ser humano promovida pelo Behaviorismo e
pela Psicanálise. Apresentando sua versão do objeto da Psicologia como dotado de um
nível de liberdade, criatividade e pró-atividade, os principais representantes da Psicologia
Humanista se recusaram a abandonar o método experimental, proclamando a sua
abordagem como aderida à ciência moderna. Assim inauguraram um novo dilema, que
tem acompanhado a história da Psicologia Humanista: deveria esta manter sua adesão
ao método científico que não se adequa a seu objeto de pesquisa ou transformar a
imagem de ciência que pratica para adequá-la à sua imagem de ser humano? Defende-se
aqui tese de que a Psicologia Humanista, mesmo com as adesões proclamadas de Maslow
e Rychlak, acabou por abandonar o método experimental para aderir a investigações
finalistas."
 Resumo retirado de: ( http://www.fafich.ufmg.br/~memorandum/a12/castanon01.pdf)




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A Gestalt


 
A psicologia se utiliza de várias abordagens para conhecer o ser humano, uma delas é a Gestalt que pode ser entendida como configuração, estrutura, forma ou padrão, porém é mais conhecida como a psicologia da forma. Sua frase mais conhecida é: não se pode ter conhecimento do "todo" por meio de suas partes, pois o todo é maior que a soma de suas partes.
Iniciou por volta da primeira década do Séc. XX na Alemanha, contrapondo-se ao estruturalismo e behaviorismo. Os primeiros conceitos foram escritos por Max Wertheimer (1880-1943) e posteriormente ampliados por Kurt Koffka (1886-1941) e Wolfgang Köhler (1887-1967).

Os estudos iniciaram com a percepção visual do movimento. Wertheimer concluiu que “a percepção era um fenômeno total, unificado e que não poderia ser considerado a soma de elementos ou sensações isoladas” (Freire, 1997, p.116). Também foram estudadas a aprendizagem, a memória e as reações motoras, etc. Em todos os estudos feitos, chegou-se a mesma conclusão: a de totalidade. Em nosso dia a dia podemos ter exemplos da percepção do todo como na melodia que escutamos.
A Gestalt também interessou-se pela figura-fundo, onde quem é a figura, ou que é o fundo dependerá da atenção dada pelo indivíduo, do que é mais importante para ele. Os estudos da figura-fundo foram importantes na abordagem psicanalítica e na educação, onde mostravam “a constante variação da percepção no homem, e o enfoque que cada um dá aos faltos revela o seu posicionamento face à existência e a à realidade, pelo menos naquele momento” (Freire, 1997, p. 118).

A Gestalt recebeu influências das ideias filosóficas de Kant. Um de seus seguidores foi Kurt Kewin (1890-1947), que criou a teoria de campo, que estudava as influências psicológicas em função da personalidade, do comportamento individual a partir do grupo, contribuindo muito com a psicologia social entre outras áreas. Esta teoria se faz presente hoje em diversas áreas como na educação e na psicoterapia.
 
 
 
 
Referência
Freire, I. R. (1997). Raízes da Psicologia. (pp 115-121) Petropolis: Vozes.

domingo, 14 de outubro de 2012

Boa noite

Boa noite, passando para deixar uma mensagem de agradecimento a todos que veem visitar nosso blog, com  intuito de obter conhecimento e ter a possibilidade de interagir.

Fica uma frase do pai da psicanálise para reflexão:
 "A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos."
    Sigmund Freud

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ÉTICA E TÉCNICA


                                                      ÉTICA E TÉCNICA

       O MANEJO DA TRANSFERÊNCIA TEM CONSEQÜÊNCIAS ÉTICAS,
PERMITINDO QUE O ANALISANDO SE APROPRIE DO SABER INCONSCIENTE.
                                                  QUE SE INSINUA EM SUA FALA
                                                              por Maria Rita Kehl

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.
Aristóteles
Ilustração do Reinaldo reinaldo_caricatura_freud.jpg
É difícil acreditar, mas a Psicanálise já foi considerada perigosa, e em primeiro lugar por aqueles que a praticavam nos seus inícios. Ao avistar a Estátua da Liberdade do navio que os levava aos Estados Unidos, Freud teria sussurrado ao ouvido de Jung: “eles não sabem que nós lhe trazemos a peste.” Esta história foi contada por Jacques Lacan, que a teria ouvido do próprio Jung. Mesmo que a tomemos cum grano salis, já que não existe qualquer outra menção a ela, a frase faz sentido no contexto da época: a correspondência entre o fundador e seus discípulos, naqueles anos heróicos, formiga de referências a “inocular” as idéias freudianas na Psiquiatria e no público em geral, como se fossem um vírus capaz de abalar as colunas da sociedade. São metáforas, por certo, mas que deixam entrever o potencial subversivo daquelas doutrinas.

        A direita conservadora também considerou a Psicanálise perigosa, chegando os nazistas a bani-la sob o argumento de que era mais uma das artimanhas judaicas para envenenar a civilização ariana. A Igreja condenou-a por sua análise da religião; os comunistas, por trazer a marca do individualismo burguês – razão pela qual foi proscrita da União Soviética e dos seus satélites.

        O que chocava tanto nas idéias de Freud? Na época, a tese da sexualidade infantil, e de modo geral a importância concedida aos fatores sexuais na determinação de comportamentos aparentemente muito distantes de Eros. Hoje em dia, terminado o século XX – que já foi chamado de “o século de Freud”, pela influência que suas idéias tiveram na visão do homem ocidental acerca de si mesmo, na literatura, no cinema, nas artes, nos costumes, na educação, na Psicologia – hoje em dia já não parece chocar ninguém a existência do inconsciente ou do complexo de Édipo, assim como o peso das fantasias eróticas na vida cotidiana de todos nós.

        De “perigosa”, assim, a Psicanálise dificilmente seria acusada hoje. É mais comum vê-la tachada de “irrelevante”, “ultrapassada” ou “elitista”: as críticas provêm com freqüência da Psiquiatria e da Psicologia dita cognitiva, e se referem à suposta ineficácia do tratamento analítico para aliviar o sofrimento psíquico, se confrontado à terapia com drogas ou a métodos mais diretivos.

        Esta afirmação, trombeteada com monótona freqüência, é quase sempre acompanhada por uma outra: “Freud está morto”. Mas por que anunciar isso tantas vezes, e com tamanha veemência? É inevitável a suspeita de que tais declarações sirvam de fachada a algo exatamente oposto – à percepção, vaga e obscura, da Psicanálise como inquietante. E o que haveria de inquietante na Psicanálise? Não pode ser sua suposta ineficácia, seu caráter “pouco científico” ou a “arbitrariedade” do seu método de interpretação: nada disso (que não passa de caricatura) suscitaria medo - quando muito, provocaria desprezo. O que inquieta na disciplina freudiana é sua exigência ética: o sujeito deve responsabilizar-se por sua vida, não no sentido de ser acusado pelos sintomas que apresenta – o extremo deste absurdo é a idéia de que alguém “estressado” pode provocar em si mesmo a eclosão de um câncer – mas no sentido de assumir a parte que lhe cabe nos problemas e fracassos da sua existência, como primeiro passo para os superar - na medida em que isso for possível.

        Vivemos numa sociedade em que a autonomia, valor máximo do Iluminismo que plasmou a modernidade, é entendida como liberdade para consumir e para perseguir o prazer a qualquer custo. Pouco importa o sentido das nossas experiências: é a sua intensidade que, nos é dito incessantemente, deveríamos buscar, transformando cada ato e cada instante numa fonte de excitação, fazendo de nossas vidas um constante borbulhar de sensações sem continuidade. Viveríamos, nos dizem, numa cultura pós-moderna, na qual impera a fragmentação e a condição humana se reduziu a migalhas promovidas à categoria de espetáculo; só nos restaria acomodar-nos a isso, e renunciar àquilo que a modernidade promoveu como ideal da humanitas: a consciência de si e a responsabilidade pelo que somos e fazemos.

        A Psicanálise está longe de endeusar a consciência per se: ela nos diz que somos movidos a paixões, que o ego não é senhor em sua própria casa, que muito do que somos nos escapa, talvez o essencial. É por isto que somos levados a atribuir a outrem a culpa por nossas infelicidades – aos pais, ao cônjuge, ao consenso de Washington ... A experiência psicanalítica vai por outro caminho, que pode parecer paradoxal: ela convida, por meio do dispositivo mais simples que se possa imaginar – falar sobre si mesmo para outra pessoa – a um mergulho nos desvãos de nossa alma, para tentar conhecer algo daquilo que nos determina à nossa revelia. O extraordinário é que esta experiência pode levar a uma profunda transformação da pessoa, não porque exclui, mas, ao contrário, porque inclui no raio da sua consciência alguns destes fatores. Não é Freud quem “explica”, nem de resto o psicanalista: é o próprio paciente quem se descobre, ouvindo-se falar, deixando-se levar pelo seu discurso, elaborando seus insights e o que o analista pode lhe comunicar por meio das interpretações.

        Não é raro, nas entrevistas preliminares, que o candidato a analisando expresse o temor de ficar “dependente” da análise, como se pode ficar dependente do álcool ou da cocaína. Mas na verdade o que assusta é outra coisa: a meu ver, a perspectiva de ter que abandonar os padrões de dependência inculcados na infância, as servidões que resultam do recalque, das defesas mutilantes e do medo de sentir angústia. A liberdade que nasce do auto-conhecimento – aparentemente desejada por quem procura uma análise, a crer no que é dito na superfície do discurso – é que ameaça: pois implica em dizer a verdade a si mesmo, em ver dissipadas muitas e queridas ilusões, que levamos tanto tempo construindo, e das quais somos – aí sim, cabe o termo – dependentes.

        A viagem psicanalítica ao fundo de si mesmo não é fácil, nem indolor. Ela está na contramão do narcisismo infantil, promovido sem pudor pela sociedade atual como solução para as dificuldades do viver. O espelho que ela estende ao paciente, como o da madrasta de Branca de Neve, lhe dirá que não é “a mais bela”, e esta descoberta provocará desconforto, às vezes terror, certamente angústia. A Psicanálise pode ser tudo, menos complacente com nosso profundo desejo de iludirmos a nós mesmos – e a chamada “resistência” é precisamente a prova de quão arraigada é esta tendência. Ela propõe a conquista da autonomia possível - e nisto é herdeira do Iluminismo; autonomia, contudo, fundada na admissão daquilo para cada qual é mais íntimo e secreto - e nisto é herdeira do Romantismo.

        Como nos admirarmos de que tal proposta seja tão pouco compatível com a superficialidade, a pressa e o pouco caso com o sentido que perpassa nossa vida atual? Disso não se conclui que a Psicanálise seja irrelevante; ao contrário, é seu gume crítico (tanto em relação à cultura de massas quanto à “massificação” da experiência de si) que nela perturba. Não queremos ser incomodados, mas o fato é que esta cegueira nos faz sofrer. A Psicanálise apela a uma razão ampliada, que inclua em si o que a sociedade contemporânea mais teme: o conflito, e modos de lidar com ele que não pretendem expulsá-lo dali onde ele se enraíza – em nós mesmos.
Renato Mezan

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Apresentação do intuito do nosso blog.

Bem vindos ao mais novo blog de Psicologia. Nele trataremos sobre algumas abordagens na Psicologia como: Psicanálise, Behaviorismo, Gestalt, Humanismo, Cognitivismo, Comportamental. Para isso contaremos com algumas coloboradoras, para que juntas, possamos trazer um contéudo de qualidade nos textos aqui postados.

Micheline Teixeira